quarta-feira, 26 de junho de 2013

Protocolo Clínico para a Utilização das Placas Orais no Tratamento das DTM’s e Controle do Bruxismo


Vários tipos de aparelhos orais vêm sendo utilizados para o tratamento das DTM’s e controle do bruxismo no sono. Existe um amplo debate sobre como as placas orais devem ser desenhadas (tipo e design) e sobre como elas devem ser utilizadas (protocolo).A placa estabilizadora constitui o tipo de escolha, para pacientes com DTM e/ou bruxismo, quando correta mente indicada e utilizada.
· Placas Estabilizadoras nas DTM’s
Tempo de uso: 8 horas por dia, por dois a três meses.
Embora muitas vezes indicada nas DTM’s mais frequentes, raramente, configura a única forma de tratamento sendo um bom auxiliar terapêutico, quando aliado a outros métodos eficazes. Ao contrário do que alguns acreditam, a placa não é um instrumento de diagnóstico. Mais importante do que a sua utilização e indicação adequada, é que o profissional esteja apto a realizar um diagnóstico preciso. A terapia, sem o correto diagnóstico/plano de tratamento, pode desencadear sérios danos ao paciente, que vão de cronicidade da dor, passando pela intensificação dos sintomas, até o risco de morte, quando diante de certas comorbidades ou morbidades, que, naturalmente, não respondem aos tratamentos para DTM’s.
· Placas Estabilizadoras no bruxismo do sono
Os cirurgiões-dentistas clínicos devem estar atentos para a seguinte questão: todo bruxomano deve dormir com uma placa estabilizadora para proteção dos trabalhos restauradores realizados, tecidos dentários e periodontais. A exceção será nos pacientes com apnéia do sono, onde poderá haver uma piora do quadro.
O tempo de uso se resume aos momentos de sono.
Design das placas estabilizadoras.
Geralmente indicada para inserção na arcada superior, as placas estabilizadoras, que, também, poderão ser inseridas na arcada inferior devem ter as seguintes características:
a) Superfície oclusal plana, acompanhando o plano oclusal.
b) Dimensão vertical de 2 a 3 mm na região dos primeiros molares.
c) Limite posterior: até o último molar, permitindo apoio oclusal para todos os antagonistas;
d) Limite cervical: equador protético.
e) Todos os antagonistas contatam a placa em relação cêntrica.
f) Guias laterais através dos caninos e guias anteriores através dos caninos ou incisivos centrais, desde que equidistantes da linha média. É importante que se respeite a correta inclinação destas guias, permitindo a desoclusão dos demais elementos dentários, durante os movimentos excursivos.
Protocolo
Na busca da estabilização dos contatos em relação cêntrica, da conscientização do paciente quanto a necessidade de utilização correta e da necessidade de torná-la mais confortável, o seguinte protocolo é indicado:
1) Inserção da placa, ajustes oclusais e internos.
2) Após uma semana, ajustes, se necessários.
3) Duas semanas depois: ajustes, se necessários.
4) Após 30 dias: ajustes, se necessários.
5) A partir daí, um controle de 6 meses (nos casos de DTM e bruxismo) após a última
 consulta e anualmente, no caso dos bruxômanos.

Fonte: http://www.cro-rj.org.br/pc/mar12.pdf



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Definição de ATM

A articulação temporomandibular (ATM)  é a “junta” da mandíbula com o crânio, que pode ser apalpada logo à frente do ouvido. Essa articulação é responsável por permitir todos os movimentos da mandíbula e seu funcionamento se relaciona com vários sistemas do corpo como o mastigatório, o fonoarticulatório (da fala), o respiratório, o sistema postural e o vestíbulo coclear (que controla o equilíbrio e a audição).
Quando uma doença acomete essa articulação, qualquer desses sistemas podem entrar em colapso, produzindo uma série de sinais e sintomas.
Os sinais e sintomas de que esta articulação entrou em estado de disfunção são:
  • Cefaléia crônica
  • Dor na face
  • Dor ou dificuldade de mastigar
  • Dor cervical e nos ombros
  • Limitação da abertura da boca
  • Luxação e subluxação mandibular
  • problemas oclusais ( alteração no encaixe dos dentes)
  • Bruxismo
  • Alterações da postura
  • Vertigem
  • Otalgia (dor de ouvido)
  • Zumbido
Esses sinais e sintomas caracterizam uma Disfunção da ATM ou simplesmente “DTM”.
No entanto esse é um termo genérico para a consequência (a disfunção) de diferentes doenças que acometem a ATM e são agrupadas sob a expressão artropatia temporomandibular, do grego arthros,  que significa articulação e pathos, doença.
Fica mais fácil de entender quando se utiliza de alguns exemplos. Um paciente pode ter disfunção da ATM devido a uma artropatia de origem:
  1. infecciosa, significa  que a pessoa desenvolveu um mau funcionamento articular devido a uma infecção que provocou danos nos componentes da ATM;
  2. traumática, significa um mau funcionamento articular devido as lesões na estrutura da ATM provocada por um traumatismo direto (pancadas na mandíbula) ou indiretos (deslocamentos bruscos da mandíbula, como ocorre em acidentes de carro);
  3. autoimune, significa que as lesões da ATM tem como causa uma doença autoimunológica como, por exemplo, a artrite reumatóide;
  4. dentária, significa que as lesões estruturais da ATM tem origem dentoesquelética como, por exemplo, uma interferência no trajeto ideal de fechamento da mandíbula provocado por uma restauração;
  5. neoplásica, significa que há um tumor (indepente de ser maligno ou benígno) afetando o funcionamento articular.